2026 - 02 - 03
Sou eu, Bola de Fogo, o calor tá de matar!
Não lembro exatamente onde li, mas esbarrei em um texto de blog comentando sobre como na infância, o mundo parecia mais frio. Frio de temperatura, frio confortável, frio de manhãs frescas, cafés para contraste, cobertas que não querem sair de cima dos pés geladinhos. Há quanto tempo isso acabou? Dos meus seis anos em 2005 aos meus vinte-e-seis em 2025, lençóis são quase uma vestimenta ritual, despidos de qualquer propósito além de ocasionalmente me protegerem do zumbido de mosquitos. O calor tá de matar! E só restam ar-condicionados e ventilador no máximo.
No momento, estou planejando os primeiros webshrines (de Shizuka, e de Cardcaptor Sakura), que ficarão no jardim digital, e também uma pequena página de showcase do meu rice no Arch Linux (com os dotfiles de sempre) que tem me acompanhado há uns anos, morando dentro de um HD de notebook vivo da silva desde 2014, agora enxertado em um gabinete (batizei-o de loonathelinux, numa época em que eu estava fissurada no finado GG). Instalei Gentoo no irmão mais novo do loonathelinux, shuumatsunohana, o SSD que comprei junto do gabinete, mas dado meu perfeccionismo, e o quanto quero tornar ele um daily driver bem mais limpinho e coeso que meu Arch, vai demorar um pouco até usá-lo de fato. Computadores sempre foram minha segunda casa, minha segunda rua e praça, espaço liminar em que a pequenenês da cidade onde moro torna-se mais suportável.
Tem mais brasileiros do que eu pensava no Neocities, e isso me acalenta. Desde que comecei a usar a internet, bem cedinho, em 2006, a língua inglesa é uma prisão inescapável. Não me arrependo de ter tornado-me praticamente fluente numa língua tão mixuruca, mas português é muito mais saboroso. Queria ter tempo de voltar a aprender línguas. Alemão parou no caminho, e desaprendi tudo; japonês, que deveria ser meu foco atual, não encontra slot na minha rotina. O entry anterior deste diário falou de retornos, e como é difícil retornar quando o tempo é tão caro e escasso. Muitas das minhas resoluções para 2026 são retornos a tudo que parou na minha vida de 2024 a 2025.
Mal posso esperar pra ter tempo livre de novo pros meus projetinhos.
Hoje, vou criar uma Now page. Sempre gostei do conceito, já tive essa página em outros sites, mas simplesmente esqueci de colocar aqui.
Hoje, estou ouvindo Utsuho, de A qui avec Gabriel. Uma sanfona japonesa causa um nó no meu celebrozin de paraibana, fico jurando que vai começar um arrasta-pé a qualquer momento. Até o momento está sendo uma experiência gostosa.
De resto, uma foto de Lúthien, a filhinha que eu e minha namorada adotamos há não tanto tempo:
I have hired this cat to stare at you.